Após décadas de advertências sobre a necessidade de preservação dos recursos ambientais, algumas conjecturas transformaram-se em realidade. As cidades avançam ao passo que as reservas naturais se esvaem e várias capitais do mundo já enfrentam um sério racionamento energético. O grande desafio da arquitetura atual é, conseqüentemente, adequar novos materiais, formas, tecnologia e qualidade de execução de forma sustentável. Tudo isso sem deixar de lado a preocupação estética, o lado poético que uma construção deve ter. Eficientes, sem desperdícios e com menor consumo de energia, os projetos deste século visam preservar as fontes ambientais, o que significa mais cuidado no agenciamento de espaços e especificação de componentes. “Devem incorporar naturalmente conhecimentos científicos que embasam o desenvolvimento urbano sustentável”, defende o arquiteto Bruno Padovano.
De maneira intuitiva, a boa arquitetura sempre caminhou em harmonia com a natureza, respeitando seus arredores. Contudo, “o desenvolvimento urbano vem atropelando a paisagem. O desejo do arquiteto não tem sido respeitado e, sem uma política de planejamento e ocupação do solo, a sociedade é quem paga o preço”, constata Marcel Monacelli, que atua na área há muitos anos.
Agora, depois de séculos de inconsciência, a humanidade desperta e age tendo em vista a própria sobrevivência. “É tempo então de, nós arquitetos, implementarmos propostas de uma arquitetura integrada, correta, limpa e filosoficamente econômica em termos ambientais”, enfatiza Sidônio Porto.

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